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Audiência no TST termina sem acordo e greve dos Correios vai a julgamento dia 21

Trabalhadores estão em greve desde 17 de agosto, se dizem contra privatização e criticam 'negligência' durante pandemia. Empresa informou que trabalha para reduzir efeitos da paralisação.
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Terminou sem acordo na última sexta-feira (11) a audiência de conciliação entre os Correios e os trabalhadores da estatal. Com isso, informou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o dissídio coletivo da greve será julgado no próximo dia 21 de setembro.
 
Ao abrir a audiência, a ministra Kátia Arruda, relatora do processo, fez um histórico do caso, ressaltando a atuação do TST na tentativa de conciliação e a importância dos acordos e convenções coletivas. Ela exortou os participantes a apresentarem propostas para poder avançar na solução do conflito e observou que, em alguns pontos, haveria possibilidades de ajuste, “mesmo que não possa haver um acordo sobre todos os tópicos”.
 
Ela lembrou que, no último dissídio coletivo, de 2019, 79 cláusulas foram julgadas pelo TST, uma delas estabelecendo vigência de dois anos para a sentença normativa. Uma das defensoras dessa extensão, a ministra disse que era uma forma de evitar que um novo conflito fosse instaurado agora e de dar prazo maior para que as relações se pacificassem, com a busca de novas alternativas nesse período. 
 
Os trabalhadores estão em greve desde 17 de agosto e, segundo o TST, os Correios não apresentaram proposta na audiência desta sexta. Em nota, os Correios informaram que seguem trabalhando para reduzir os efeitos da paralisação e que a rede de atendimento segue aberta. "Nas últimas quatro semanas, seguindo o plano de continuidade do negócio, já foram mais de 187 milhões de objetos postais, entre cartas e encomendas, entregues em todo o país", declarou a empresa.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), os grevistas são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de "negligência com a saúde dos trabalhadores" na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos.

No julgamento do próximo dia 21, os ministros do TST podem decidir o valor do reajuste salarial e outras cláusulas que passarão a vigorar no novo acordo coletivo de trabalho. No julgamento do último dissídio coletivo da categoria, os ministros do TST decidiram, por exemplo, pela exclusão de pais e mães do plano de saúde da empresa.
 
Disputa entre trabalhadores e empresa
A entidade que representa os trabalhadores argumenta que eles foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo, que estaria em vigência até 2021. Em nota divulgada no início da paralisação, os Correios informaram que, desde o início da negociação do acordo coletivo, têm sido transparentes sobre a situação econômico-financeira.
 
"A empresa não tem mais como suportar as altas despesas, o que significa, dentre outras ações que já estão em andamento, discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado", afirmam os Correios.
 
 
 
*Com informações do site do TST




Publicado em: 14 de setembro de 2020

Publicado por: Assessoria de Imprensa - CMVP

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Categoria: Notícias da Câmara




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